SABER SOBRE - UFSC - Testes em animais - 66943 vítimas em 2010

LER SOBRE Biotério da UFSC: Aulas Mortais - Relatórios

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ALF - FRENTE DE LIBERTAÇÃO ANIMAL!

A Frente de Libertação Animal não é realmente uma organização, mas é mais um movimento internacional de ativistas...

Psicodelia Ramônica

Atualizado quase todos os dias (:

A Ordem da Desordem?

ATIRADORES DE BOMBAS... PROMOTORES DO CAOS... OU SIMPLESMENTE ANARQUISTAS! ..

Anarco Reformismo?

O que se encontra hoje no meio anarquista brasileiro é a reprodução fiel de um papel específico reservado pela sociedade de mercado. Resultado: nada de revoltas, nada de questionamentos, nenhuma desobediência, autonomia zero, baderna nas prateleiras.

Sexta-feira, Junho 01, 2012

Discussão - ocupações no contexto atual: megaprojetos e desalojos

[Reino Unido] Haverá protestos nos Jogos Olímpicos de Londres 2012


[Reino Unido] Haverá protestos nos Jogos Olímpicos de Londres 2012

[No sábado, 28 de julho, haverá manifestações em Londres para rechaçar as prioridades impostas pelos Jogos Olímpicos, o mais corporativo de todos os tempos.]

Estar em Londres, dois meses antes dos Jogos Olímpicos de Verão 2012, é se sentir um pouco como um peixe em um aquário, com as pessoas constantemente te olhando através do vidro. Câmeras adornam quase todos os cantos e veículos da polícia, dominam o cenário bem mais que os ônibus de dois andares. É fácil compreender por que há muitas pessoas que falam "já basta".

No sábado, 28 de julho, haverá manifestações em Londres para rechaçar as prioridades impostas pelos Jogos Olímpicos, o mais corporativo de todos os tempos, e é fácil perceber porquê.

As forças de segurança estão militarizando ativamente a área urbana. Autoridades de segurança dos Jogos Olímpicos, recentemente, apresentaram o Dispositivo Acústico de Longo Alcance (LRAD, por sua sigla em inglês), de alcance militar - uma arma que estoura os tímpanos e já foi testada na zona de guerra no Iraque. Há planos para estacionar mísseis terra-ar nos telhados de prédios de apartamentos em Londres. O maior navio de guerra da Armada Real será colocado no Tamisa. Jatos Typhoon e helicópteros Linx estarão prontos para entrar em ação. A Scotland Yard tem armazenadas mais de 10.000 balas de borracha. A polícia construiu delegacias móveis, para facilitar as detenções rápidas; estabeleceram "áreas de dispersão", onde a polícia pode excluir livremente qualquer pessoa que achar que pode empreender algum comportamento antissocial.

Nada disso é barato. Os londrinos foram informados que a Olimpíada irá custar 2.400 milhões de libras esterlinas. Projeções - que incluem os crescentes custos de infraestrutura - estão falando agora de 24.000 milhões de libras, dez vezes a estimativa original. Eles foram informados de que os jogos serão financiados por uma "cooperação público-privada", mas o lado "privado" está assumindo agora menos de 2% da conta. Em tal atmosfera, o protesto é inevitável, mas as pessoas que sairão às ruas em 28 de julho estão indignadas por mais coisas que a militarização e a dívida. Há outras questões que levam as pessoas para a praça pública privatizada de Londres.

O patrocínio dos Jogos Olímpicos se tornou em uma cornucópia corporativa completa. Os patrocinadores dos Jogos de Londres incluem ícones da saúde e do jogo limpo, como McDonalds, British Petroleum e Dow Chemical. Em nome da boa saúde, o McDonalds está distribuindo "brinquedos ativos" para crianças, para que joguem depois de engolir seus McLanche Feliz. BP é - não é piada - um parceiro oficial "da sustentabilidade". A forte presença da Dow Chemical é um tapa na cara para a considerável população sul-asiática em Londres, dado o triste e célebre desastre do gás em Bhopal, na Índia, que matou mais de 20.000 pessoas e deixou outras centenas de milhares sofrendo. Em 1999, a Dow Chemical se fundiu com a Union Carbide, a empresa dos EUA responsável pelo pesadelo de Bhopal.

A Rede de Arenas Bituminosas do Reino Unido tem estado ativa, ajudando a fazer uma ousada intervenção no Royal Shakespeare Theatre onde, vestidos com trajes Shakespeareanos, subiram ao palco e apresentaram um monólogo brilhante - "BP ou não a BP" - e instou aos participantes arrancar o símbolo do patrocínio da BP de seu programa.

Por trás deste Mundo Bizarro - em que o McDonald significa saúde, e BP sustentabilidade - estão os burocratas e anões morais do Comitê Olímpico Internacional.

Mais de um ano depois da Primavera Árabe, ainda há uma operação ditatorial que segue agitando. O COI, que originalmente era um grupo decadente de barões, duques e condes, ampliou sua participação para incluir a nossa realeza moderna, os megarricos. Com mulheres admitidas como membros apenas em 1981, o COI é o 1% do 1%, uma elite cosmopolita global cheia de privilégios.

Para sediar os jogos, as cidades-sede devem se submeter a uma lista de exigências feitas pelo COI, e Londres não é uma exceção. Preparou 400 quilômetros de corredores especiais para uso exclusivo dos membros da "Família Olímpica", incluindo atletas, paramédicos e patrocinadores. Foi requerido dos organizadores em Londres que assegurem cerca de 2.000 quartos para os chefes do COI, nos melhores hotéis de cinco estrelas. Para controlar o espaço comercial a favor dos doadores corporativos dos Jogos Olímpicos, o "Manual Técnico sobre Proteção de Marcas" diz que "as cidades candidatas devem ganhar o controle de toda a publicidade em outdoors, publicidade nos transportes públicos, publicidade nos aeroportos, etc. durante a realização dos jogos e no mês anterior dos jogos para apoiar o programa de marketing".

A medida que se aproxima os jogos e se começa a marcar as competições esportivas favoritas no calendário, é preciso lembrar que ao meio-dia em 28 de julho haverá outro tipo de evento: quando os manifestantes se reunirão, não para celebrar o incrível atletismo dos Jogos Olímpicos, mas para questionar a impressionante audácia das elites olímpicas.

Jules Boykoff e Dave Zirin

Endereços úteis:

- Counter Olympics Network

 http://counterolympicsnetwork.wordpress.com/

- Official Protesters of London 2012

 http://www.protestlondon2012.com/

- Greenwash Gold

 http://www.greenwashgold.org/

agência de notícias anarquistas-ana

Por entre a neblina

Subindo a Serra Vernal

Bisbilhota a Lua.

Mary Leiko Fukai Terada 

Guerrilha Urbana


A Federação Anarquista Informal e a Frente Revolucionária Internacional, acabam de reivindicar a sabotagem das linhas-férreas de Bristol no passado dia 22, com o comunicado que a seguir, em síntese, se traduziu e reproduz:
      «objetivo de um ataque de guerrilha é a difusão da luta nos diversos contextos e facetas da vida. Finanças, tribunais, comunicações, estruturas militares e infraestruturas de transporte, continuarão sendo objetivos da nova geração de guerrilha urbana de baixa intensidade.
      Os meios para este tipo de luta estão sempre à mão.
      Na manhã do passado dia 22 de maio, sabotamos dois pontos da rede ferroviária de Bristol, nas partes externas das estações de Patchway (norte) e da rua Parson (sul). Levantamos os blocos de cimento que ladeiam as vias e destruímos os cabos de sinalização que estavam por baixo, antes da chegada dos comboios à linha. Escolhemos precisamente este sítio de forma a afetar concretamente os trabalhadores do Ministério da Defesa, bem como as empresas do setor militar (Raytheon/thales/HP/QuinetiQ/Etc.), do parque industrial próximo da estação de Filton Abbey Wood, bem como o centro empresarial de Bristol, na proximidade da estação de Temple Meads. O serviço só foi restabelecido à noite.
      A potencial difusão deste tipo de bloqueios em geral aporta significativos problemas ao fluxo de mercadorias e de garantia que a exploração laboral chegue a tempo, preocupações chave do capitalismo transnacional.
      Estas ações são um método perene de destruição da “paz social”: desde sabotagens similares em França, furgões blindados destruídos em Creta; a destruição noturna de máquinas multibanco na Austrália; a resistência ao desenvolvimento de autoestradas que rapidamente devoram as paisagens naturais e selvagens, como o bosque Khimki, na Rússia, enquanto desalojam animais e pessoas que ainda repudiam a civilização industrial; até à simbólica apropriação e incêndio de um autocarro em Londres no passado mês de agosto, etc.
      Ali onde os patrões queiram fazer com que andemos a toda a velocidade nas suas metrópoles, como remessa de carne humana em contentores alienantes, por estradas predeterminadas numa corrida frenética pela sobrevivência, existem e continuarão existindo razões para intervir com força no fluxo normal da quotidianeidade.
      Somos alguns dos “não-patriotas” que veem as Olimpíadas de 2012 como o espetáculo continuado de riqueza; quando muitos lutam para se alimentar a si e às suas famílias, isto ocorre hoje no Reino Unido. Nenhum sindicato ou movimento dirige os nossos passos e não temos qualquer pejo em usar a atividade de guerrilha para prejudicar a imagem nacional e paralisar a economia na medida que nos seja possível. E isto porque, simplesmente, não queremos turistas ricos mas antes queremos guerra civil.»
      Texto original no sítio “325”, cuja ligação permanente encontras na coluna dos “Sítios a Visitar”.

Governo de SP patrocina crueldade aos animais- Rodeio de Americana


Rodeios: tortura aos animais

Preencha um formulário no site do Governo do Estado de São Paulo no Fale Conosco em:
 http://www.saopaulo.sp.gov.br/sis/fale.php

Rodeios: tortura aos animais
No site do Rodeio de Americana ( http://www.festadopeaodeamericana.com.br/novo2011/) podemos observar que o Governo de São Paulo através da sua Secretaria de Esperte, Laser e Turismo está patrocinando Festa do Peão Boiaideiro de Americana (SP) que ocorre de 06 a 17 de junho.
É o governo de S. Paulo desperdiçando dinheiro de nossos impostos no patrocínio de um evento (rodeio) que não faz parte da cultura brasileira e que traz sofrimento, dor e até a morte de animais. Muitos peões já morreram ou ficaram paraplégicos nestes eventos grotescos que são os rodeios. Entendemos que o compromisso do Governo de S.P é com os capitalistas pecuaristas e empresários do rodeios que lucram com a exploração de animais.

Nós, defensores dos direitos dos animais não votamos em partidos e políticos que patrocinam crueldades aos animais e que fique bem claro então: o governador de SP é Geraldo Alckmin do PSDB. Anotaram bem aí? Nas próximas não esqueçam disto...
Se você não concorda com os rodeios e os maus tratos aos animais que ocorrem (um animal só pula porque sente dor ou medo), ajude a protestar.
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Para reforçar seus argumentos vejam este site:  http://www.odeiorodeio.com/site/
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AÇÃO URGENTE:
Preencha um formulário no site do Governo do Estado de São Paulo no Fale Conosco em
 http://www.saopaulo.sp.gov.br/sis/fale.php 

Índios e Anarquistas presos na Nova Zelandia



4 anarquistas foram presos esta semana na Nova Zelandia sob a famigerada lei anti-terrorismo. 
Tudo comecou em Outubro de 2007 quando a inteligencia neozelandesa junto com a policia, apos 10 meses de investigacao, desencadearam uma mega operacao espetacular de detencao de diversos ativistas da etnia Tuhoe e anarquistas sob alegacao de terrorismo. 
Houve um grande movimento de solidariedade na NZ e mundo afora contra essa afronta ao direito de auto determinacao e retomada de terra que os indios Tuhoe batalham ao longo de varias decadas. Depois de algumas semanas os detidos foram libertados para aguardarem o julgamento final. 
Desde de entao uma longa batalha judicial se arrasta na tentativa do Estado justificar essas detencoes sem cabimentos. 4 reus foram setenciados. Taame e Rang receram 2 anos e meio de reclusao cada, enquanto Emily and Urs 8 meses de prisão domiciliar. 


[Chile] Crônica da 1ª Feira do Livro e Propaganda Anarquista de Santiago


[No sábado, 12, e domingo, 13 de maio de 2012, aconteceu a 1ª Feira do Livro e
Propaganda Anarquista em Santiago, capital do Chile. O comparecimento maciço, o
ambiente agradável entre os participantes e o cumprimento do diversificado programa
de atividades permitiram que o encontro se desenvolvesse totalmente e com êxito. A
seguir faremos uma breve resenha, desde a coordenação do evento, do que foi esta
autentica festa da cultura libertária.]
Da organização, a propaganda e o espaço
Embora a ideia de realizar um encontro deste tipo estivesse no ar há vários anos, o
desejo de concretizá-lo surgiu de um pequeno grupo de afins, nos últimos meses de
2011. Depois de realizar uma breve sondagem entre os companheiros e companheiras
sobre a viabilidade da Feira, e diante da resposta positiva, passamos a convidar
todas as iniciativas conhecidas de propaganda anarquistas na região chilena, de
diferentes características e tendências. A proposta foi recebida positivamente e
começou os preparativos e reuniões de coordenação. Em 23 de março houve um jantar de
solidariedade para levantar fundos. Graça a isso foi possível adquirir algum
equipamento necessário e imprimir cartazes para divulgar o encontro. No entanto,
quase toda a propaganda foi realizada pela internet.

Uma das complicações desta fase foi a definição do local para a Feira, pois temia-se
que um local afastado do centro de Santiago não atrairia muitas pessoas, e seria
mais complicado para os companheiros e companheiras de outras cidades. Embora não
tivéssemos conseguido um espaço central e de fácil acesso, mas uma sede de vizinhos
em um bairro próximo, a ampla divulgação de mapas explicativos e da boa vontade do
público, permitiu que a Feira fosse muito movimentada. Não estava nos cálculos de
ninguém o grande número de participantes que houve, que na avaliação de vários
compas, facilmente ultrapassou um milhar. Vieram companheiros de diferentes partes
do país (La Serena, Valparaíso, San Antonio, Rancagua, Talca, Chillán, Concepción,
Talcahuano, Temuco, Valdivia, Punta Arenas), e também alguns de Lima, Montevidéu e
Buenos Aires.

O último problema que surgiu foi o tempo, porque em caso de chuva o espaço ficaria
reduzido e a assistência diminuída. Felizmente isso não aconteceu. Isto recomenda
realizar as novas versões da Feira em meses mais favoráveis em termos climáticos. As
instalações utilizadas, localizadas em El Lingue nº 330, Comuna da Estação Central,
não foi o melhor lugar para este tipo de evento, pois não havia boa divisão de áreas
para debates e oficinas.

Não obstante o escrito acima, e o ajustamento em uma hora do cronograma, as
múltiplas atividades puderam se desenvolver normalmente. Houve discussões,
palestras, apresentações de livros, vídeo-conferências, música ao vivo, exposições
fotográficas, intervenções teatrais, oficinas de crianças. E paralelo a tudo isso,
havia cerca de 50 mesas de divulgação, editoras, bibliotecas, jornais, e diversas
iniciativas de propaganda anárquica.

Sábado, dia 12

Com algum nervosismo, fomos desde cedo acondicionando o local para a Feira. Não
sabíamos ao certo se a convocatória tinha sido bem-sucedida e também era provável
que a polícia e a imprensa burguesa viessem incomodar, já que sabiam do evento, pois
houve acompanhamento policial quando se coordenava a jornada (em várias reuniões) e
Las Últimas Noticias, um dos jornais de maior circulação no Chile, havia publicado
uma ampla nota do evento em sua edição de sexta-feira, 11 de maio. Aparentemente, a
imprensa não veio, e carabineiros só fizeram uma patrulha habitual. A presença de
policiais disfarçados, é um fato. No entanto, ninguém interrompeu o desenvolvimento
normal das atividades.

Quando já eram 11 horas da manhã, todo o espaço estava cheio, e as pessoas
continuavam chegando. Existiu momentos em que caminhar estava realmente complicado.
Contudo, as atividades puderam ser executadas.

Nesse dia teve um fórum coordenado pelo CSO Los Lecheros de Valparaíso, sobre a
produção de conhecimentos nas universidades e espaços libertários. Depois, houve uma
mesa sobre meios de comunicação anarquistas. Devido a limitação de tempo, os
companheiros só puderam apresentar as iniciativas. Eles eram: Radio Mauricio Morales
e Metiendo Ruido, ambas de Concepción; Video-revista Sinapsis, revista Política y
Sociedad, periódicos Solidaridad e El Surco, todos de Santiago; periódico Acracia de
Valdivia; periódico Acción Directa de Lima; e Radio ConCiencia de Valparaíso. Em
seguida, teve uma mesa sobre sindicalismo e movimento estudantil, onde falou um
membro da CNT espanhola e um da FEL [federação de estudantes libertários]. Depois
disso, foi a vez do almoço em comum: lentilhas com quinua.

Mais tarde houve a apresentação de três livros: "Ciudadanxs no", Ediciones Sin
Nombre (Concepción) e Afila Tus Ideas (Santiago), "Una introducción al anarquismo",
publicado pela CRA, e "Creyeron que éramos rebaño", Editorial Quimantú. Houve também
um interessante fórum coordenado pelo Pikete Jurídico, juntamente com "81 razones",
sobre o sistema prisional, sua história e a legislação repressiva no país. Naquele
dia também aconteceram oficinas sobre segurança na Internet e diagramação de livros.
Fomos acompanhados pelo canto de "Nido del Cuco", trovador de Montevidéu.

Domingo, dia 13

O domingo foi mais lento do que sábado. Não havia muitas pessoas como no dia
anterior, mas pela tarde, os espaços estavam cheios. Algumas complicações técnicas,
de som e computação, nos obrigaram a reajustar a ordem das atividades, mas os
problemas foram resolvidos. Essas coisas devem ser melhoradas em futuras
oportunidades.

O dia começou com um fórum sobre as relações de autoridade de homens e mulheres
libertários. As atividades foram coordenadas pelas companheiras de Huelga de
Vientres e Flor de Litre. Então veio uma palestra sobre antimilitarismo, a cargo de
um membro da vídeo-revista Sinapsis. Ela foi seguida pelo lançamento da revista
Víscera, editada por alguns companheiros na Alemanha e Chile. Nesse dia, o almoço em
comum foi macarrão com molho.

Teve a apresentação de vários livros: "En la calle", da Editora Madreselva de Buenos
Aires; "Como la No violencia protege al Estado" de Peter Gelderloos, editado por
Ediciones Crimental e Ignición Ediciones; "Cuando la patria mata. La historia del
anarquista Julio Rebosio", de Víctor Muñoz; "Rebeldías Líricas" de José Domingo
Gómez Rojas, editado pelo CSO Los Lecheros de Valparaíso; Um livro sobre a VOP
(1969-1972) publicado pela Editora Memoria Negra.

Nesse dia também houve uma concorrida conversa sobre Mauricio Morales e outra sobre
as lutas antiprisões hoje, com a participação de companheiros da Defensoria Popular.
Um companheiro da Rádio Mauricio Morales fez uma apresentação sobre o anarquismo em
Concepción, desde 1988 até a atualidade, destacando a importância dessa região na
rearticulação do movimento após a ditadura. Houve oficinas sobre segurança na
Internet e encadernação de livros. Teve também uma intervenção teatral. Na música de
acompanhamento: La Trova Record, a Lira Libertaria e Felipe Synapsis.

Um pequeno balanço

Apesar de alguns problemas e detalhes que devem ser superados em novas empreitadas,
questões que já mencionamos acima, o resultado da Feira é avaliado muito
positivamente pelos participantes e coordenadores. Cabe destacar que esta é a
primeira deste tipo nesta região, e que felizmente foi conduzida em um ambiente
agradável entre os companheiros e companheiras, e mesmo entre várias tendências e
iniciativas libertárias que não se dão bem uns com os outros. Uma boa impressão
ficou girando no ar. Alguns desejam replicar a Feira em outras cidades, e até mesmo
em outros países. Trata-se de motivação e dar procedimento a livre iniciativa.

Os objetivos foram atingidos, ou seja, o evento serviu para que as diversas
iniciativas se encontrassem, para que surgissem novos contatos e relacionamentos. A
Feira estimulou os grupos de propaganda impressa a criar novo material, e com isso
pudemos realizar uma visão geral da atividade editorial libertária atual. Fugimos
dos circuitos institucionais de cultura.

Agradecemos a todos e todas que tornaram possível a realização deste evento. A Junta
de Bairros de Villa O'Higgins na Estação Central, pela boa vontade de nos oferecer o
espaço. Para todas as iniciativas de difusão que participaram e os coordenadores e
participantes das oficinas, fóruns e conversatórios, pela compreensão e paciência
ante as dificuldades de comunicação mútua, e perante os pequenos problemas técnicos.
Congratulamo-nos com os participantes e aqueles que desde a distância espalharam e
apoiaram a realização da Feira.

Ficamos muito felizes. Não há dúvida de que virão novas versões e faremos o possível
para melhorá-la em todos os sentidos.

Até a próxima e que viva a anarquia!

O grupo coordenador

Fins de Maio, 2012

Santiago, Região chilena

Fotos:
http://periodicoelsurco.wordpress.com/2012/05/24/resena-y-proyecciones-1ra-feria-del-libro-y-la-propaganda-anarquista-de-santiago-12-y-13-de-mayo-de-2012/


agência de notícias anarquistas-ana

[França] Imagens da Feira do Livro Libertário 2012, em Paris

DSC_0348.JPG

A Feira do Livro Libertário 2012 realizada de 11 a 13 de maio, no Espaço de Animação
dos Blancs-Manteaux, em Paris, repetiu o sucesso de público dos anos anteriores.
Milhares de pessoas passaram pela Feira nos três dias de evento. Livros, jornais,
zines, HQ, CDs, DVDs, camisetas, apresentações culturais, filmes, palestras, rodas
de conversas e lançamentos de livros com a presença de escritores, foram algumas
atrações. Nos quase 100 expositores de toda a França e outros países da Europa,
milhares de exemplares de livros e outras publicações de diversos gêneros, voltados
principalmente para o pensamento e a luta anarquista e até para o público infantil,
os interessados compraram livros novos por até 1 euro.
A Radio Libertaire montou um estúdio no local e transmitiu ao vivo entrevistas com
editores, autores e público em geral.

A Feira do Livro Libertário de Paris foi uma realização da Federação Anarquista
francófona.

Galeria de imagens da abertura da Feira, 11 de maio:

http://www.citizenside.com/fr/photos/culture/2012-05-11/59843/ouverture-du-6e-salon-du-livre-libertaire-a-paris.html


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Quinta-feira, Maio 31, 2012

Dez anarquistas são presos na Bolívia sob acusação de terrorismo




Dez anarquistas foram detidos nesta terça-feira (29) durante uma operação policial em La Paz. O Serviço de Inteligência da Polícia Nacional invadiu as suas casas com um mandato de prisão e os prenderam sob a acusação de terrorismo.

Todos os detidos são estudantes e trabalhadores, mulheres e homens, que apoiam a causa indígena TIPNIS (Território Indígena e Parque Nacional Isiboro-Secure). Dos 10, já se sabe o nome de pelo menos 4 presos: Nina Aruma, Jeffer, Renato e Viko.

Mais infos e atualizações:

 http://www.territoriosenresistencia.org

Territórios em Resistência é uma comunidade de ativistas, pensadores e pensadoras, libertárias e libertários que acreditam na autonomia e autodeterminação dos povos, na defesa da Mãe Terra e na luta anticapitalista e antifascista por justiça social.

Vídeo sobre a luta em defesa do TIPNIS:

 http://vimeo.com/20555570

agência de notícias anarquistas-ana

lavrando o campo

a nuvem imóvel

se foi

Buson
Email:: a_n_a[arroba]riseup.net
URL:: http://noticiasanarquistas.noblogs.org/

[Canadá] Mais de 5 mil pessoas nas manifestações de 1º de maio

Ao apelo da Convergência de Lutas Anti-Capitalistas (CLAC-Montreal) e dos seus
aliados, pelo 50º ano consecutivo, mais de 5.000 pessoas - um número recorde -
concentraram-se no centro da cidade de Montreal para marcar a data internacional de
trabalhadores e trabalhadoras. Diversos grupos (queers, feministas, imigrantes,
estudantes, famílias) responderam ao chamado da CLAC, ilustrando e fortalecendo a
crítica anticapitalista.
"O Primeiro de Maio é a ocasião de trabalhadores e trabalhadoras, por toda a parte
do planeta, retomarem a palavra, de se reconhecerem, de se afirmarem, em alto e bom
som, como classe, e de comemorarem a longa história de lutas obreiras", explica
Mathieu Francoeur, porta-voz da CLAC. "Esta é também a ocasião de celebrar uma
cultura combativa, reivindicativa, revolucionária e explicitamente anticapitalista",
acrescenta ele.

O que não falta são razões para a revolta: austeridade, lock-out; demissões
compulsivas, decretos e imposições; desvio de fundos de pensão e desmantelamento de
benefícios sociais; resgate dos bancos pelos governos; privatização dos lucros e
socialização dos custos; atropelamento dos direitos humanos; repressão dos
movimentos sociais e brutalidade policial, impunidade, corrupção política, fraude e
maquinações diversas, laços mafiosos e negociatas a todos os níveis! O contexto
atual é, em todos os lugares, marcado pela injustiça e pela desigualdade crescente.

"É o sistema capitalista e suas instituições que nós rejeitamos como um todo.
Reformas e acomodações não funcionam, obviamente", diz Marie-Eve Lamy, da CLAC.
"Hoje, mais uma vez vimos que, quando criticamos o status quo, estamos a atacar as
fontes de injustiça e o governo reage com violência. Qualquer discordância está
enfrentando uma repressão séria", prossegue ela. A CLAC denuncia vigorosamente a
repressão e a prisão de cinquenta pessoas.

O cortejo parou em frente a vários símbolos fortes do sistema capitalista: a empresa
de engenharia SNC Lavalin, notória especuladora de guerra, atualmente sob
investigação por desvios de fundos, e cujo intermediário da PDG, Pierre Duhaine,
conseguiu se salvar em total impunidade; as numerosas instituições financeiras
situadas nas ruas do centro de Montreal que se beneficiaram de um plano de salvação
de 114G$. O governo conservador foi fortemente denunciado devido às suas políticas
antissociais, racistas e sexistas.

Neste 1º de maio, a CLAC reafirmou a sua solidariedade para com todos os movimentos
de resistência aos planos de austeridade, aqui como em outras partes do mundo e,
especialmente, com a luta extraordinária dos estudantes de Quebec, que dão ao mundo
o exemplo de um movimento social massivo, forte e unido.


Convergência de Lutas Anti-Capitalistas (CLAC-Montreal)

Tradução > Liberdade à Solta


agência de notícias anarquistas-ana

Onda de repressão contra anarquistas na Turquia, pelo menos 60 pessoas foram detidas

 14 de maio, forças policiais especiais fortemente armadas e
mascaradas do Estado turco realizaram uma invasão em várias casas e centros sociais
anarquistas em Istambul. 60 pessoas foram presas, mas este número pode aumentar.
Computadores, discos rígidos, publicações e documentos também foram apreendidos.
A "razão" aparente para os ataques das autoridades turcas são às ações promovidas
por "insurrecionalistas anarquistas" durante os protestos do último 1º de maio em
Istambul, onde várias lojas de luxo, redes multinacionais e bancos foram alvejados.
No entanto, as pessoas detidas não fazem parte dos círculos "anarquistas
insurrecionais". Um deles é anarco-comunista de um grupo chamado "Terra e Liberdade"
(Toprak ve Ozgurluk), outro é da "Atividade Revolucionária Anarquista" (Devrimci
Anarsist Faaliyet).

Até agora não foi permitido que nenhum anarquista encarcerado se pronunciasse. Nem
mesmo deixaram que eles falassem com seus advogados. Ainda não se sabe os nomes de
todos os detidos. Entre eles se encontra uma mulher grávida de 8 meses, que sequer
participou do protesto do 1º de maio.

O Estado turco vem desenvolvendo nos últimos tempos a tática de ataques em massa
contra todos os tipos de correntes de esquerda. Centenas de membros do partido curdo
(BDP) e esquerdistas já foram presos por anos sem julgamento e até mesmo sem uma
denúncia criminal clara. Esta é a primeira operação maciça contra os anarquistas.

agência de notícias anarquistas-ana

[Colômbia] Mural em memória de Nicolas Neira é sabotado


"O silêncio de nossos mortos grita liberdade
Mil colegas quedan tiraos por el camino
¿Y cuantos mas van a quedar?, ¿cuanto viviremos?
¿Cuanto tiempo moriremos?
 En esta absurda derrota sin final..."
La polla records

Nicolás Neira foi um jovem anarquista brutalmente assassinado pela tropa de choque
móvel ESMAD, da polícia nacional. Na manifestação do 1º de maio de 2005 na cidade de
Bogotá, este jovem foi brutalmente agredido na cabeça, os golpes lhe ocasionaram
ferimentos graves, causando sua morte cinco dias depois. Nico é uma das muitas
vítimas da violência estatal, que desde a formação deste corpo repressivo (ESMAD) em
2002, já matou mais de 50 pessoas e um incontável número de agressões e maus-tratos
físicos a pessoas e comunidades que se manifestaram diante de leis injustas (embora
não vemos nenhuma lei justa) ou simplesmente por terem protestado por alguma
inconformidade e contra atos que ameaçam a vida, a Terra, a dignidade ou a
integridade coletiva.

O Centro Social e Cultural Libertário [de Medellín] desde a Campanha Contra a
Criminalização do Protesto e da Luta Popular tem vindo a visibilizar casos de
violência do Estado e gerado ação, mobilização e denúncia contra esta realidade que
não podemos ignorar nem tolerar. Em 13 de maio passado realizamos um evento, com um
mural em memória de Nicolás Neira, que morreu em 6 de maio de 2005 por um
traumatismo craniano causado por golpes da ESMAD.

Por nenhum motivo devemos permanecer em silêncio, ou ficar parado. Se protestamos é
porque estamos lutando por uma mudança social, se saímos às ruas é porque queremos
agitar o cotidiano, tocar a sensibilidade e a consciência de uma sociedade alienada
que luta individualmente para sobreviver. A ESMAD e a polícia existem para
materializar uma estratégia de repressão contra o povo, contra as pessoas, num
sistema capitalista favorável as empresas e a propriedade privada. Devemos
denunciar, relembrar, recuperar os sonhos, construir, não permitir que outros
governem nossas vidas para o seu benefício. A ação direta é o nosso ás debaixo da
manga, neste jogo onde nos jogamos a vida. Todas e todos aqueles que caíram sob a
mão do poder, não morreram, viverão em cada um de nós, em cada ato, em cada
recordação, em cada passo.

Sem perdão nem esquecimento, por que para lutar há que se recordar, Nico Vive! Assim
como Oscar Salas, Simón Torres, Johnny Silva, Diego Becerra e muitos outros que
caíram ante a brutalidade do Estado, nas mãos da polícia nacional e seu esquadrão da
morte.

Porque a memória é a nossa arma, porque a solidariedade é mais do que palavras
escritas agora quando o silêncio de nossos mortos grita liberdade.


Centro Social e Cultural Libertário

Campanha Contra a Criminalização do Protesto e da Luta Popular



Nota:

Cabe registrar que sem ter passado 24 horas da elaboração do mural, este sofreu uma
intervenção e foi sabotado com tinta espirrada, por isso não é possível ler o que
ali se denunciava. Sabemos e está claro que quando as pessoas falam e se manifestam,
eles só querem silenciar, manter impune suas atrocidades e assassinatos. Este é um
exemplo de como é criminalizado o protesto e a luta popular, como lhes dói quando a
verdade é dita e como eles temem que as pessoas vejam o que eles realmente são. E
deixar claro também que não vamos claudicar, contra a brutalidade policial nem um
passo atrás, contra eles memória, arte e ação! Porque para lutar há que se
recordar...

Galeria de imagens do mural antes e depois da sabotagem:
http://centrosocialyculturallibertario.wordpress.com/2012/05/15/el-silencio-de-nuestros-muertos-grita-libertad-2/#wpcom-carousel-559







agência de notícias anarquistas-ana

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